O mundo gira, as lágrimas rolam,
Os sorrisos somem, a carne envelhece,
As cicatrizes ficam, a saudade se engruvinha.
Os olhos se cansam, a mente amadurece,
As sementes dão frutos,
O relógio corre, a criança cresce.
Prazeres viram obrigações, obrigações viram rotina.
Felicidade é utópica, sobreviver é necessário,
Os invernos surgem, os verões desaparecem.
As cores se esvaem, o cinza se destaca,
As luzes se apagam, o frio predomina.
As magoas vem, as magoas vão.
A rotina vira um vício, o vício uma tortura,
Os valores se perdem, e um padrão se estabelece,
Nos tornamos engrenagens, da maquina da nação.
A tortura é necessário, precisamos sobreviver,
Tortura se torna trabalho, essencial para prosperar.
O ciclo se organiza, de forma inconsciente.
O trabalho move o mundo, o fazendo girar,
Um ciclo invisível e consistente, frio e permanente.
Que suga nossas forças, e aliena nossa mente.
O homem carrancudo de terno preto,
Que vive num ciclo interminável,
Que não tem nome nem sonhos,