quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A luz do luar

Deitado à luz da lua,
No conforto da macia areia.
Você se deita ao meu lado com sua beleza nua,
Molhada pelo mar prateado.

Te puxo para um beijo,
Que se contrapõe à brisa gelada,
Esquentando corpo e alma.
Incinerando a calma e alimentando o fogaréu.

Em meio a beijos e abraços,
Dois corpos se tornam somente um.
O prazer e amor emanam daquele momento passageiro,
Eternizado pelo tempo devido à tanto desejo.

Carne e alma se fundem,
Os corpos nús lembram belas esculturas,
A transcendência dos movimentos formam perfeito equilíbrio,
Um momento eterno em poucos minutos.

Ao fim de tudo só me resta te amar.
Exaustos pelo fulgor do momento,
Caminhamos juntos pelas areias brancas.
Pelos sorrisos quase poéticos percebe-se a perfeição do sentimento.

Sento-me e passo a admirar a lua,
Cuja beleza assemelha-se a tua.
Ora angelical ora obscena,
Eternizo sua beleza nesse simples poema.


Aplausos da morte

O artista finge perante câmeras,
O ator interpreta diante do público.
No teatro da vida, onde a peça é mais longa,
O espectador ri, aplaude e vaia.
Mas continua lá até a hora chegar.

Quem assiste a nossa peça,
aguarda ansiosamente pelo fim.
Espera o ato final, o fechar das cortinas,
Para poder aplaudir

Não é ninguém que conhecemos,
Muito menos alguém com vida.
Na verdade o teatro é interativo,
Onde o espectador participa,
De forma indireta, mas ativa.

Essa peça é diferente,
Não se têm textos para decorar.
Tudo é um mero improviso.
Não se pode errar.
Por mais difícil que seja,
O show deve continuar.

A espectadora é a senhora morte.
Quando os artistas agradecem e as cortinas se fecham.
Vem o julgamento e a decisão eminente.
No teatro da vida não se tem segunda apresentação.
O fim é sempre o mesmo.
As cortinas se fecham
E a morte atravessa seu coração