quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Aplausos da morte

O artista finge perante câmeras,
O ator interpreta diante do público.
No teatro da vida, onde a peça é mais longa,
O espectador ri, aplaude e vaia.
Mas continua lá até a hora chegar.

Quem assiste a nossa peça,
aguarda ansiosamente pelo fim.
Espera o ato final, o fechar das cortinas,
Para poder aplaudir

Não é ninguém que conhecemos,
Muito menos alguém com vida.
Na verdade o teatro é interativo,
Onde o espectador participa,
De forma indireta, mas ativa.

Essa peça é diferente,
Não se têm textos para decorar.
Tudo é um mero improviso.
Não se pode errar.
Por mais difícil que seja,
O show deve continuar.

A espectadora é a senhora morte.
Quando os artistas agradecem e as cortinas se fecham.
Vem o julgamento e a decisão eminente.
No teatro da vida não se tem segunda apresentação.
O fim é sempre o mesmo.
As cortinas se fecham
E a morte atravessa seu coração


Nenhum comentário:

Postar um comentário