As vezes, somos condicionados a nos contentar com coisas fúteis, e perdemos oportunidades de fazer o que realmente nos faz bem. Falamos em perdão, falamos em orgulho, mas quem somos nós para julgar o que é certo e errado? Quem somos nós para julgar o que passa na cabeça do outro? Estamos sempre tão preocupados com nosso dia a dia, vivemos tão automaticamente, que no fim das contas não vivemos. Só seguimos a mesma rotina sempre. Sofrendo quando se deve, rindo nas horas certas, e chorando nos momentos de fraqueza. Somos tão egoístas que nos afundamos em nossas próprias mágoas e esquecemos que o outro pode estar chorando também. Dizemos que somos solidários, que somos irmãos, mas no fim, nosso sofrimento é sempre pior que o do outro. Nossa dor é sempre a mais insuportável.
Nos dizemos livres, nos dizemos independentes, mas nossas algemas são invisíveis, nós mesmos somos os responsáveis por nossa prisão. Sempre que queremos fazer algo de importante, mas algum valor banal social nos impede, o primeiro pensamento é: "Nossa, mas o que todo mundo vai falar? Todo mundo vai brigar comigo...Talvez eles estejam certos" Nossa vida se compara a um teatro, onde temos que desempenhar nosso papel, e interpretar de acordo com o que é proposto.
Todos nós erramos. Todos temos momentos de fraquezas. Todos nos vemos perante à obstáculos que achamos insuperáveis, mas, tem uma coisa que sempre nos faz continuar. O amor por alguém,ou por um ideal... Quando você sente esse amor, quando deseja superar qualquer coisa por isso, mesmo que todos no mundo digam que você está sendo idiota ou está perdendo seu tempo, se você ama aquilo pelo que luta, continue lutando, lute até o fim, pois todos querem que você falhe, ninguém quer que você seja uma pessoa feliz, porque em meio à tristeza, os felizes brilham e ferem aqueles condenados a serem tristes.
Talvez um dia as pessoas percebam, que a maior luta, é consigo mesmo. É continuar a empurrar uma parede invisível, que todo mundo empurra contra você. Outro dia me falara:"Você mudou, não é mais o mesmo". Só recentemente eu percebi que me acostumei com a vida no automático. Foi então que decidi lutar pelo que amo, por quem eu amo. Porque a felicidade não é um objetivo final, e sim o meio com que se alcança esse objetivo. Falem o que falar de mim, digam que eu estou errado, mas enquanto um sorriso estiver em meu rosto, nada vai me abalar, porque sim, a vida é um teatro, mas os atores que não seguem um script para desempenhar seus papéis, são aqueles que mais se destacam.
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