Olhei pela janela procurando algo para me inspirar,
Busquei nas estrelas,
Busquei no céu e no mar.
Mas encontrei somente nos seus olhos,
Essa brasa inicial que resultou num fogarel.
Se podia ver tamanho incêndio de bem longe no céu.
Essa chama foi tão intensa, e tão breve.
Tão quente e depois tão fria,
Que me senti fraco, incapaz, como um homem sem rumo no deserto.
Como um raio que pisca e se apaga.
Como um homem que diz amar mas que mata.
Esse momento finalmente passou.
Toda essa inspiração finalmente se extinguiu,
Todo o brilho do céu se apagou.
As estrelas não eram mais estrelas,
Eram somente pedaços de planetas sem brilho.
O mar, Não refletia mais a lua, pois a lua também se apagou.
Nesse momento a única luz vinha do meu coração,
Iluminava intensamente, mas era solitária.
O resto do mundo parecia breu.
Decidi então buscar mais luz,
Decidi buscar aqueles olhos que um dia me inspiraram,
Decidi buscar em torno do mundo por tão única figura.
Sabe o que eu descobri?
Eles são únicos, assim como cada estrela é diferente,
Assim como cada planeta tem seu nome.
O nome desses olhos era ilusão.
Tudo aquilo que persegui não era real,
Era como uma bela canção,
Criada para ser bela,
Mas sem sentimento real.
Somente uma forma artística,
De expressar a emoção.
Percebi então, que existiam diversas velas.
Mas todas elas apagadas, esperando a chama inicial.
Passei então a acende-las, e percebi que sumia a escuridão.
Percebi que o sol nascia, e que a lua era refletida,
Pelas belas ondas do mar.
Nesse dia descobri minha paz, descobri o sentido de viver,
Descobri que quem ama persegue seu sonho,
Não espera que ele simplesmente venha a acontecer.
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