segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O vendaval do coração

Sinto a frieza do vento,
Tão bruta e ao mesmo tempo suave.
Capaz de cortar meu rosto
E levar consigo as memórias,
Que um dia criaram uma linda história

O vento, força tão pacifica e avassaladoura,
Força tão bela e misteriosa.
Sem hora para chegar ou ir embora.
Que com um sopro leva junto as flores,
Faz desaparecer os sonhos e todas as cores.

Sem ver ou poder toca-lo,
O vento existe e não existe.
Quando ele levemente toca sua face
E aquela leve brisa persiste,
Você se sente único e especial.

Te faz bem e te faz mal,
Não serve à ninguém.
Percorre o mundo em busca de aventuras,
Sua passagem é sempre notada,
Ou através de uma brisa suave,
Ou através de um poderoso tufão.

Força infinita e independente,
sensível e complacente,
Que aguarda a hora certa,
De se libertar na alma do poeta.

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