
Em meio à tanto barulho só encontro silêncio.
Cercado de pessoas todo o tempo me sinto sozinho,
Tantos Homens de terno e gravata,
Querendo correr livre como meninos.
Somos máscaras em todos os lugares,
Parques, shoppings, casas e bares.
Somos meras sombras do real.
A falsidade inspira nossas personagens.
Como dizia Fernando Pessoa,
Até um poeta é um fingidor,
Se apropria de emoções alheias,
Tristeza, felicidade, paixão e dor.
Em meio à tanta atuação será que conseguiria encarar o real?
Aquilo que as pessoas realmente são?
Olha bem no fundo de alguém, com toda a pureza por trás de seu coração?
Talvez seja melhor assim.
Talvez deva me conformar.
Meros homens não movem montanhas,
No ser humano podemos acreditar?
Nenhum comentário:
Postar um comentário