segunda-feira, 4 de abril de 2011

Máscaras


Em meio à tanto barulho só encontro silêncio.

Cercado de pessoas todo o tempo me sinto sozinho,

Tantos Homens de terno e gravata,

Querendo correr livre como meninos.


Somos máscaras em todos os lugares,

Parques, shoppings, casas e bares.

Somos meras sombras do real.

A falsidade inspira nossas personagens.


Como dizia Fernando Pessoa,

Até um poeta é um fingidor,

Se apropria de emoções alheias,

Tristeza, felicidade, paixão e dor.


Em meio à tanta atuação será que conseguiria encarar o real?

Aquilo que as pessoas realmente são?

Olha bem no fundo de alguém, com toda a pureza por trás de seu coração?


Talvez seja melhor assim.

Talvez deva me conformar.

Meros homens não movem montanhas,

No ser humano podemos acreditar?

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